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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Iluminação: Chegaram as lâmpadas sem fios

Já chegaram as lâmpadas wireless - lâmpadas inteligentes que funcionam com recurso a tecnologia sem fios, podendo ser controladas através do smartphone ou, em alternativa, de um comando que acompanha o produto. De acordo com os seus criadores, esta solução permite utilizar apenas 20% da energia consumida por uma lâmpada normal incandescente.

A novidade foi desenvolvida pela start-up GreenWave Reality,  que lançou recentemente um sistema de lâmpadas LED wi-fi. Para as utilizar não é necessário mudar as instalações elétricas domésticas, bastando instalá-las como qualquer outra lâmpada, ligar a caixa de acesso a um "router" e efetuar uma breve configuração no smartphone ou comando.


Em comunicado, a GreenWave Reality explica que estas lâmpadas com ligação à Internet fornecem uma luz "rica, quente e totalmente controlável" para as suas casas, consumindo somente 20% da energia de uma lâmpada tradicional. Além disso, a hipótese de controlar facilmente a iluminação permite poupanças, já que ligar e desligar as luzes se torna uma tarefa muito rápida.
Esta solução inovadora traz várias configurações de origem inteligentes como "casa", "ausente" e "noite", bastando, por exemplo, que, antes de ir dormir, os consumidores pressionem o botão "noite" para desligar todas as luzes da casa, evitando a necessidade de ir a todas as divisões e apagá-las uma a uma.

Poupança de cerca de 115 euros por ano

Ainda assim, para "aumentar a conveniência e a segurança", salienta a empresa, esta alternativa das lâmpadas digitais também funciona com os interruptores já instalados em casa, que podem ser usados para as ligar ou desligar em qualquer circunstância.


Segundo a GreenWave Reality, "substituindo apenas 10 lâmpadas incandescentes, os consumidores podem imediatamente começar a poupar mais de 150 dólares (cerca de 115 euros) por ano na conta da eletricidade, o que resulta numa poupança de milhares de euros durante a vida útil do produto."


De acordo com Greg Memo, CEO da GreenWave Reality, "aquilo que os consumidores mais desejam numa casa inteligente é o controlo da iluminação". Portanto, defende o diretor executivo, este novo sistema "dá aos consumidores uma ferramenta personalizada e poderosa para reduzir o consumo energético, ao mesmo tempo que melhoram o conforto dos seus lares".


As lâmpadas deverão chegar em breve às lojas, inclusive na Europa, estimando-se que o kit com quatro unidades, router e comando custe cerca de 200 dólares (perto de 154 euros). Cada lâmpada individual deverá custar cerca de 20 dólares (perto de 15 euros).

Fonte:  Boas Notícias

UAveiro cria telecomando que funciona sem pilhas

Um grupo de investigadores do Instituto de Telecomunicações (IT) da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu um comando de televisão que funciona sem necessidade de pilhas ou baterias. O anúncio foi feito esta terça-feira pela instituição de ensino superior.
De acordo com a agência Lusa, que avança a notícia, este projeto é um dos resultados do trabalho produzido pela Universidade de Aveiro no âmbito da transferência de energia sem fios. Segundo os investigadores, este projeto pode provocar uma "verdadeira revolução ecológica", já que as pilhas são "altamente poluentes" em final de vida útil.
Os especialistas envolvidos no desenvolvimento do dispositivo estimam que, anualmente, os portugueses gastem, para manter os telecomandos em funcionamento, cerca de três a quatro milhões de pilhas que, assim, poderão perder utilidade.
O comando inovador é constituído apenas por uma placa de circuitos e, para já, por quatro botões que permitem mudar de canal e regular o volume. O segredo do telecomando da UA, explica a equipa, está numa antena que consegue converter as ondas de rádio emitidas por um leitor de radiofrequências previamente instalado no televisor em energia elétrica.
A energia captada é, então, utilizada para alimentar a eletrónica do telecomando e para comunicar com o televisor. Embora o protótipo esteja a ser testado numa televisão, o objetivo é que esta tecnologia possa ser aplicada aos comandos de aparelhagens de som, leitores de DVD, boxes de televisão ou até mesmo equipamentos de ar condicionado e portas de garagem, permitindo-lhes funcionar eternamente sem pilhas.
Num futuro próximo os investigadores do IT pretendem que a energia reconvertida a partir das ondas de rádio possa alimentar sensores de baixa potência com consumos reduzidos ou esporádicos.


domingo, 11 de novembro de 2012

Omniflow: Novo gerador eólico e solar optimiza energia

O engenheiro português Pedro Ruão desenvolveu um gerador de energia inovador a nível mundial. Além de aliar a energia eólica à energia solar, o Omniflow tem uma turbina vertical que capta o vento de uma forma mais eficiente, o que resulta num alto rendimento em termos de produção de energia.
Em condições ideais, este sistema pode reduzir a fatura da luz em 100% - Clique no link para ver um vídeo do Omniflow em funcionamento
Ao Boas Notícias, Pedro Ruão, um engenheiro de materiais de 33 anos, explica que este sistema dirigido à rede de microgeração se distingue dos outros geradores sobretudo devido à sua “turbina vertical que está envolta por uma estrutura fixa, em forma de asa invertida, que acelera e direciona o vento para a turbina numa trajetória ciclónica ascendente”.

Isto permite que o Omniflow, ao contrário dos aerogeradores tradicionais que se regulam pela direção do vento, tenha um arranque mais rápido permitindo que o mecanismo funcione em condições climáticas adversas e independentemente da direção dos ventos. Por outro lado, este formato garante um funcionamento mais silencioso do que os geradores eólicos tradicionais, o que permite o seu funcionamento em zonas residenciais.
Além disso, a asa do equipamento está equipada com células fotovoltaicas, que transformam este gerador numa fonte de energia dupla: eólica e solar. “É nesta asa que se encontram as células fotovoltaicas divididas em 3 zonas como se fossem 3 painéis solares independentes que evitam perdas por efeitos de sombra”, explica o engenheiro.

Pedro Ruão apresentou pela primeira vez o conceito no âmbito do Prémio Inovação EDP Richard Branson 2010. Entretanto, o jovem engenheiro desenvolveu o conceito, introduziu melhorias e, em 2011, apresentou o projeto à COTEC - Associação Empresarial para a Inovação que forneceu o financiamento para avançar com a comprovação da tecnologia e a construção de um protótipo que está já a funcionar.

Reduzir fatura da eletricidade em 100%

O primeiro protótipo criado é o OM 3.8 que, na sua componente técnica, conta com um rotor de 1.75 metros de diâmetro e uma potência nominal de 2kW e 3kW. A asa solar apresenta três metros de diâmetro, oferecendo mais 0.8kW de potência nominal.
Este sistema pode-se instalar no telhado de edifícios ou condomínios, bem como no solo, apresentando uma elevada produção de energia graças ao seu funcionamento em espiral ascendente, que se assemelha ao de um furacão, podendo reduzir a fatura da luz até 100% numa casa moderna.

“Por regra, os sistemas eólicos são instalados em localizações com velocidades médias de vento superiores a 5,5m/s e sem obstruções de grandes dimensões nas proximidades. Com estas condições, é possível reduzir a fatura da luz a 100%, numa casa com um consumo anual na ordem dos 3500-4000 kW por hora”, explica Pedro Ruão.

Novo modelo para aplicações de grande dimensão

O primeiro modelo, OM 3.8, terá um custo de mercado na ordem dos 9.800 euros sem a opção solar. Caso o comprador queira incluir a vertente solar, o sistema terá um custo de cerca de 11.600 euros, podendo variar consoante as características específicas de cada instalação. Valores bastante atrativos em comparação com outras soluções de microgeração de energia.

Para o futuro, o engenheiro avança ao Boas Notícias que será lançado o modelo OM 6.2 com uma capacidade eólica na ordem dos 6kW e 2kW na componente solar. Este sistema, que apresenta uma capacidade produtiva mais elevada que o modelo anterior, é destinado a aplicações industriais, grandes edifícios e grandes painéis publicitários.

O primeiro protótipo do Omniflow já está a funcionar mas Pedro Ruão está agora a desenvolver contactos para encontrar o financiamento necessário à comercialização deste gerador.


Clique AQUI para aceder ao site do Omniflow e AQUI para aceder à página no Facebook.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

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What Is a PTC Site

For those of you that never had contact with a ptc site, here is a simplistic definition of this kind of website:A ptc is a website that pays its member for the ads they click and view, on a daily basis.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Relé


Os relés são dispositivos comutadores electromecânicos. 
Representam-se pelo símbolo
Relé SimplesRelé duplo
Simbolo ReléSimbolo Relé Duplo
Uma bobina ao ser percorrida por uma corrente, gera um campo magnético no seu núcleo que atrai um ou vários contactos eléctricos, permitindo ligar, desligar ou comutar um circuito eléctrico externo.
Relé
No exemplo da imagem, uma bobina ao receber uma tensão nos seus terminais, cria um campo magnético que através do seu núcleo atrai o induzido, fechando os contactos entre os pontos A e B.

Funcionamento relé

No funcionamento de um relé, na sua forma mais comum de aplicação permite três tipos básicos de funcionamento.
  • Fig.1- O relé fecha o circuito entre os terminais A e B.
  • Fig.2- O relé abre o circuito entre os terminais A e B.
  • Fig.3- O relé comuta a tensão que entra no terminal A comutando entre o terminal B e C.

Funcionamento Relé

Circuito Relé

No exemplo em baixo mostra-se o circuito de funcionamento de um relé
Circuito Relé
Esta característica do relé, permite que ao ser energizado com correntes muito pequenas, em relação à corrente que o circuito controlado, possibilita o controlo de circuitos de altas correntes (motores, lâmpadas, máquinas industriais...), directamente a partir de dispositivos electrónicos fracos, (transístores, circuitos integrados, fotoresistores...)
A corrente fornecida diretamente por um transistor de pequena potência, da ordem de 0,1A, não conseguiria controlar uma máquina industrial, um motor ou uma lâmpada, mas pode ativar um relé e através dele controlar a carga de alta potência.

Controlo a partir de um Relé

Características Técnicas Relé

Parte Electromagnética

  • Corrente de excitação- Intensidade, que circula pela bobina, necessária para activar o relé.
  • Tensão nominal.- Tensão de trabalho na qual o relé se activa.
  • Tensão de trabalho.- Margem entre a tensão mínima e máxima, garantindo o funcionamento correcto do dispositivo.
  • Consumo nominal da bobina.- Potência que consome a bobina quando o relé está excitado com a tensão nominal a 20ºC.

Contactos e Parte Mecânica

Contactos
NC = Normally Closed. NF = Normalmente Fechado.
NO = Normally Open. NA = Normalmente Aberto.
  • Tensão de ligação: Tensão entre contactos antes de fechar e depois de abrir.
  • Intensidade máxima de trabalho: Intensidade máxima que pode circular pelos contactos quando fechados.

Tipos de Relés

Relé ArmaduraRelé ReedRelé Dip
Relé de armaduraRelé ReedRelé DIP
  • Relés de armadura- Os relés de armadura caracterizam-se pela abertura directa dos contactos quando sujeitos a tensão
  • Relé núcleo móvel- Os relés de núcleo móvel têm um êmbolo em vez da armadura, sujeitos a tensão movimentam o êmbolo fechando ou abrindo os contactos
  • Relé Reed- Reed-switches são interruptores hermeticamente encerrados em ampolas de vidro que quando sujeitos a um campo magnético fecham os contactos
  • Rele Dip ou SIP- Relés encapsulados em caixas DIP ou SIP

Ligação de um relé

ligação electrónica de um relé

Relé eletrónico

Os relés eletrónicos diferem dos relés convencionais (mecânicos) sobretudo pela ausência de partes mecânicas. Ambos os tipos de relé têm em comum uma baixa corrente de controle que não precisa de estar relacionada com a carga a ser comutada e estão isolados eléctricamente da etapa de controlo de carga. O relé eletrónico utiliza como comutador um TRIAC ou TIRISTOR, o isolamento com o controle é normalmente feito por um fotoacoplador.
rele eletronico, pricincipio de funcionamento

Esquema Relé Eletrónico

esquema electrico relé electrónico

Comparação entre relé mecânico e eletrónico

CaracterísticasRelé EletrónicoRelé Mecânico
Estabilidade a choques e vibraçõesElevadaBaixa
Estabilidade TemperaturaElevadaBoa
Compatibilidade com famílias lógicasSimSim
Múltiplos contatosNãoSim
Contatos inversoresNãoSim
Isolamento(isolação)ElevadaElevada
Vida utilElevadaMédia
Capacidade de sobrecargaBaixaMédia
Interferências (centelhamento)NãoSim
Ruído funcionamentoBaixoElevado
Estabilidade de comutaçãoBoaBoa
Corrente de fuga em repousoDesprezívelNenhuma
Tipo biestáveis *(NA/NF)NãoSim
Queda de tensão de cargaDesprezívelNenhuma
Capacidade de excitaçãoBoaExcelente
Deterioração dos contatosNãoSim
Proteção contra sobrecargaElevadaNenhuma

domingo, 21 de outubro de 2012

Bicicleta elétrica converte pedaladas em energia


Uma bicicleta elétrica que converte as pedaladas em energia, ficando armazenada na bateria do veiculo, podendo ser usada quando o ciclista estiver cansado. Esta é a nova aposta das empresas sul-coreanas Mando e Meister, apresentada no mês passado, na feira EuroBike 2012, que vão começar a distribuir este produto a partir de 2013.
 
A bicicleta, com o nome de Mando Footlose, não tem correia, movendo-se apenas a energia elétrica. O gesto mecânico da pedalada é transformado em energia, permitindo à bateria de iões de lítio, incorporada neste mecanismo, armazená-la para que o ciclista não tenha de parar a viagem para descansar.
 
Este aparelho inovador poderá atingir cerca de 30 quilómetros com a carga elétrica, havendo a possibilidade de efetuar um ajustamento através da unidade de monitorização, localizada na parte central do veículo, que permitirá definir o nível de velocidade e, consequentemente, a quantidade de energia utilizada pelo motor para funcionar.
 
A Mando Footlose  vem revestida com uma tela removível que permite controlar todas as funcionalidades e ainda é dobrável podendo ser transportada de forma cómoda para todo o lado, evitando-se os habituais embaraços que as bicicletas normais causam nos transportes públicos.
 
Por agora, o preço deste veículo, concebido pelo designer britânico Mark Sanders, ainda não foi definido pela Mando e Meister, duas fabricantes de peças para automóveis sul-coreanas, mas está previsto que numa primeira fase comece a ser comercializada apenas na Coreia do Sul.

domingo, 14 de outubro de 2012

Testando um Díodo ou um Transístor, usando apenas o multímetro


Teste de Díodos (de Silício)
Para testar díodos de silício tais como os 1N914 ou 1N4001, por exemplo, tudo o que precisa é de um ohmímetro.
Se o ohmímetro for analógico seleccione um dos campos de medida menores (ex: 0-20kΩ), e meça a resistência do díodo em ambos os sentidos:
. Se obtiver zero em ambos os sentidos, o díodo está estragado (em curto-circuito).
. Se obtiver infinito em ambos os sentidos, o díodo também está estragado (em circuito-aberto).
. Se obtiver infinito num sentido e zero no outro, então o díodo está bom.
Se o multímetro for digital, meça a resistência em ambos sentidos.
Num sentido o ohmímetro deve indicar um circuito aberto (resistência infinita). No outro sentido deverá indicar um valor baixo (frequentemente à volta de 600 Ω). Isso indica-lhe que o díodo está bom.
Tal como anteriormente, se medir infinito em ambos os sentidos, o díodo está estragado (circuito-aberto); se medir uma resistência baixa em ambos os sentidos, o díodo está estragado (em curto-circuito).
Teste de Díodos já ligados no Circuito
No caso de já ter o díodo inserido no circuito (ou até soldado), deve proceder do seguinte modo:
. Desligue a alimentação do circuito;
. Desligue (ou dessolde) um terminal do díodo;
. Proceda como indicado na secção anterior.
Saber a Polaridade do Ohmímetro
Para saber a polaridade do seu ohmímetro (se não o souber) pode proceder de dois modos:
1. Com outro multímetro, a trabalhar como voltímetro, no campo de medida de 20 Volts, por exemplo, meça a tensão dos terminais do ohmímetro para determinar qual é o terminal/ponta de prova positivo.
2. Pegue num díodo que tenha a certeza que está bom e ligue-o nos terminais/pontas e prova do ohmímetro. Quando o ohmímetro medir um valor saberá que o terminal/ponta de prova ligado ao ânodo do díodo é o positivo e o terminal/ponta de prova ligada ao cátodo é o negativo.
Teste de Transístores
Assumindo que sabemos se o transístor é NPN ou PNP, e assumindo que sabemos qual dos terminais é a base (B), qual é o colector (C) e qual é o emissor (E), então basta testar as junções B-C e B-E tendo estas que se comportar como díodos, isto é, como junções PN que na realidade são.
Se uma destas junções não estiver boa, então o transístor está estragado.
Também se deve verificar a resistência entre C e E usando uma escala grande do ohmímetro (ex: 2 MΩ). Neste caso, tenha o cuidado de não tocar com os dedos nas pontas de prova ou estará a medir a resistência da sua pele.
Se o transístor estiver bom deve obter um circuito aberto (resistência infinita), lendo do colector para o emissor (sílicio) ou uma resistência elevada (germânio).
Utilização do Multímetro para distinguir um PNP de um NPN
Se não souber se o transístor é NPN ou PNP, então pode esclarecer essa dúvida usando apenas o multímetro, desde que saiba identificar o terminal positivo desse multímetro.
Assumindo novamente que sabe identificar os terminais C, B e E do transístor, faça o seguinte: Ligue a ponta de prova positiva do ohmímetro à Base (B). Toque com a outra ponta de prova do ohmímetro no colector (C9. Se obtiver uma leitura, o transístor é NPN. Para confirmar, mude a ponta de prova negativa do colector para o emissor e deverá obter também um valor no ohmímetro.
Se o ohmímetro ler circuito-aberto (resistência infinita), então ligue a ponta de prova negativa do ohmímetro à base (B) e a ponta de prova negativa ao colector (C). Se obtiver um valor medido, então o transístor é PNP. Do mesmo modo que fez anteriormente, confirme que obtém também uma medida se mudar a ponta de prova positiva do colector para o emissor (E).
Verificação de Transístores ligados no Circuito
No caso de já ter o transístor inserido no circuito (ou até soldado), deve proceder do seguinte modo:
Com a alimentação desligada, pode tentar algumas das medidas indicadas acima. Contudo, as leituras podem ser “falsificadas” devido às resistências e/ou outros componentes que tenha também inseridos nesse circuito.
Deverá então desligar do circuito a base (B) antes de fazer as medições.
Os Zeners e os Leds ficam para artigo posterior.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

AMPOP


Introdução

O Amplificador Operacional (AMPOP) é um dos componentes mais usados no mundo da electrónica. A simplicidade conceptual e versatilidade são a chave da sua vasta e diversificada utilização. Inicialmente, os amplificadores operacionais foram usados sobretudo em circuitos de componentes discretos (em conjunção com resistências e condensadores) para implementar filtros ou montagens de ganho. Actualmente, são reutilizados ou redesenhados como blocos básicos facilmente integráveis em sistemas bastante complexos, geralmente fazendo parte de blocos de circuito de media complexidade como conversores, sintetizadores, filtros, etc.

O campo de aplicações que tiram partido deste elemento vai desde os aparelhos de medida a todo o tipo de circuitos para computadores e telecomunicações, passando por diversos aparelhos eléctricos, automóveis - pode dizer-se, sem exagero, que a sua utilização é quase universal. Nestas aplicações, são parte integrante da maioria dos circuitos electrónicos fundamentais estudados na cadeira, tais como conversores analógico-digital e digital-analógico, osciladores, malhas de captura de fase, filtros analógicos, circuitos optoelectrónicos e periféricos de comunicação (e.g. placas de rede, placas de som, portos de comunicação).



O que é um amplificador operacional ?

O AMPOP Ideal

Figura 1. O AMPOP ideal.
O AMPOP ideal pode ser analisado como um componente com três zonas de operação distintas: zona de saturação negativa, zona linear, zona de saturação positiva.

A zona linear é a mais usada. Na zona linear a tensão no terminal de saída do AMPOP é proporcional à diferença de potencial entre os seus terminais de entrada, com uma constante de proporcionalidade (ganho) - aqui definida como A – de valor elevado. Sendo assim, nesta zona de funcionamento, a diferença de tensão entre os terminais de entrada é muito pequena, por ser inversamente proporcional a A. Daqui resulta a simplificação na análise do seu comportamento de considerar que v+ é aproximadamente igual a v-.
Þ
(considerando que o ganho A é muito elevado)

As zonas de saturação negativa e positiva correspondem às situações em que a tensão no terminal de saída é limitada pelas tensões de alimentação inferior e superior do AMPOP. Quer isso se deva ao facto de o amplificador não estar realimentado ou estar realimentado positivamente, quer seja consequência de a tensão de saída tentar superar os extremos de alimentação do circuito (aqui definidos com Vdd e Vss), saindo portanto da zona de operação linear. Nestas duas zonas será válida uma das seguintes expressões:
Ü
Ü


Modelo matemático do AMPOP

Equações do AMPOP ideal

Ü zona linear ou saturação
Ü zona linear
Ü
Ü saturação
Ü

Aproximações

        , válida na zona linear

Definições

         \      Ganho estático do AMPOP
       \      Alimentação positiva do AMPOP
        \      Alimentação negativa do AMPOP

Montagens não realimentadas

O AMPOP usado como comparador

Figura 2. Circuito comparador usando um AMPOP.
A aplicação mais simples do AMPOP é na realização de um circuito comparador como o apresentado na figura anterior. Consiste em ligar um dos terminais a um nível de referência e o outro terminal ao sinal a analisar. Neste exemplo o terminal v- do AMPOP é ligado à massa e o terminal v+ é ligado a uma fonte de sinal sinosoidal. Como acontece nos demais circuitos não realimentados, o AMPOP opera na zona não linear (saturação). Neste caso, para valores de vi inferiores a 0V, a diferença de potencial (v+ - v-) à entrada do AMPOP é negativa pelo que o dispositivo satura negativamente. Reciprocamente, para valores de vi superiores a 0V, a diferença de potencial à entrada (v+ - v-) é positiva e o dispositivo satura positivamente. Tipicamente este circuito é usado para comparar dois sinais (ou níveis de tensão) e gerar um bit com a informação correspondente à ordem relativa dos valores de tensão dos sinais (e.g. High – A maior que B, Low - A menor que B). Geralmente um dos níveis de tensão a comparar é uma tensão constante (ver conversores A/D e D/A).
O presença de ruído em qualquer dos terminais pode provocar erros na determinação do valor lógico do nível de saída do AMPOP, pelo que existem vantagens em introduzir algumas alterações ao circuito de modo a realizar um comparador Schmitt-trigger como será analisado mais adiante.

Montagens realimentadas negativamente

As montagens em que o AMPOP está realimentado negativamente são as mais comuns. Em circuitos não diferenciais, é usual o terminal v+ estar ligado à massa pelo que, devido ao ganho elevado do AMPOP, v- tem um potencial próximo de 0V. Nesta situação é comum referir o terminal v- como massa virtual, dado que, embora não esteja ligado à massa (como acontece com v+) a sua tensão é aproximadamente 0V. Algumas montagens com funções lineares genéricas como somar, subtrair e escalar (i.e. multiplicar por um ganho) podem ser realizadas à custa de circuitos simples com um AMPOP e algumas resistências.

Montagem seguidora

O circuito seguidor representado na figura seguinte é um circuito tão simples quanto prático. É composto apenas por um AMPOP em que a saída está ligada ao terminal v- . Facilmente se deduz que a tensão de saída, que é igual a v-, acompanha a tensão no terminal v+ desde que não sejam atingidas as tensões de alimentação do AMPOP (caso em que o dispositivo entra na zona de saturação). Assim temos que vo = v- = v+ = vi .
Figura 3. Montagem seguidora.
Esta montagem tem como principal função tirar partido da alta impedância de entrada (e/ou baixa impedância de saída) do AMPOP de modo a isolar electricamente dois blocos de circuito independentes ligados em cascata. É vulgarmente usada como bloco de saída de variados circuitos eléctricos ou como circuito tampão/interface entre dois circuitos.

Montagem de ganho inversor

Figura 4. Montagem de ganho inversor.
Este montagem é usada para escalar um sinal. O sinal de entrada é multiplicado por um ganho negativo, pelo que a polaridade é invertida. O circuito é composto por um AMPOP em que a saída está ligada ao terminal v- através da resistência de realimentação R2. Facilmente se deduz que a tensão de saída é igual à tensão de entrada multiplicada pela razão -R2/R1. O terminal v- tem uma tensão muito baixa (tipicamente desprezável) cujo valor será -vo/A, e pode ser considerada uma massa virtual. Desde que a tensão de saída não atinja as tensões de alimentação, o AMPOP está na zona linear, e são válidas as seguintes equações:
 
,

Montagem de ganho não inversor

Figura 5. Montagem de ganho não inversor.
Esta montagem é semelhante à montagem anterior, no entanto, o sinal de entrada é neste caso multiplicado por um ganho positivo, pelo que a polaridade não é invertida. O terminal v- acompanha a tensão de entrada vi, pelo que facilmente se deduz que a tensão de saída é igual à tensão de entrada multiplicada pela razão (R2+R1)/R1. Assim, desde que a tensão de saída não atinja as tensões de alimentação, são válidas as seguintes equações:
 
,
Þ

Integrador

Figura 6. Circuito integrador.
O circuito integrador é um bloco fundamental na implentação de filtros (ver filtros RC-activos). Esta montagem pode ser analisada de um modo muito simples se for comparada com a montagem inversora. Assim, substituindo R2 pela impedância equivalente do condensador C podemos rapidamente chegar à fórmula final dada por:
 
,
Þ
Deste modo, a tensão de saída é proporcional ao integral da tensão de entrada. O ganho do integrador é –1/RC, pelo que a saída será simétrica ao sinal de entrada integrado no tempo.

Diferenciador

Figura 7. Circuito diferenciador.
O circuito diferenciador também é usado na implentação de filtros RC-activos. O circuito pode igualmente ser analisado como uma montagem inversora em que R1 é substituindo pela impedância equivalente do condensador C, pelo que:
,
Þ
Deste modo, a tensão de saída é proporcional à derivada da tensão de entrada em ordem ao tempo. O ganho é –RC, pelo que também neste caso a saída será simétrica à derivada do sinal de entrada.

Circuito somador

Figura 8. Circuito somador.
Esta montagem é usada para somar dois ou mais sinais. Neste caso consideram-se v1 e v2 como dois sinais genéricos à entrada do circuito. Tendo em conta a lei dos nós, verifica-se que as correntes i1 e i2, proporcionais às entradas v1 e v2 respectivamente, são somadas no nó v-, dando origem à corrente i, que impõe a tensão de saída ao atravessar a resistência de realimentação Rf.O terminal v+ está ligado à massa pelo que o terminal v- pode ser considerado uma massa virtual. Assim, e desde que a tensão de saída não atinja as tensões de alimentação, são válidas as seguintes equações:

 
,
Û
O comportamento é muito semelhante ao da montagem inversora. Como se verifica, a saída é uma soma ponderada das tensões de entrada (embora com polaridade invertida). Tipicamente são utilizados valores de R1, R2 e Rf iguais de modo que vo seja igual à soma de v1 com v2.

Circuito subtractor

Figura 9. Circuito subtractor.
Este circuito é semelhante ao somador e é usado para subtrair dois sinais v1 e v2. O terminal v+ tem uma tensão imposta pelo divisor resistivo R3 e R4. A tensão no terminal v- é igual à tensão em v+desde que o AMPOP não entre na zona de saturação. Assim são válidas as seguintes equações:
 
,
Û
A saída é uma subtracção ponderada das tensões de entrada. Se os valores das resistências utilizadas forem todos iguais (i.e. R1 = R2 = R3 = R4), a saída vo é igual a v2 – v1, implementando assim a subtracção entre os dois sinais de entrada.

Montagens realimentadas positivamente

Comparador Schmitt-trigger

Figura 10. Comparador Schmitt-trigger.
O comparador Schmitt-triggered, também conhecido como circuito bi-estável, difere de um comparador normal pelo facto de a sua função vo(vi) incluir uma zona não unívoca na vizinhança da tensão de comutação, vulgarmente referida como zona de histerese, tal como é apresentado na seguinte figura.
Figura 11. Característica vo(vi) de um comparador Schmitt-trigger.
A característica vo(vi) - figura da direita - pode ser descrita pela sobreposição das outras duas, sendo a primeira válida se o AMPOP estiver inicialmente na zona de saturação negativa, e sendo válida a segunda no caso de o AMPOP estar inicialmente na zona de saturação positiva. Ou seja, a tensão de saída do comparador na zona correspondente a VTL < vi < VTH – zona de histerese - depende do seu estado anterior, tal como é descrito pelo sentido das setas.
Esta característica pode ser usada em sistemas de comunicação para evitar possíveis problemas de comutação devido à existencia de ruído sobreposto com o sinal de entrada. A zona de histerese evita que aconteçam oscilações na saída do comparador provocadas por ruído que afecte a zona em que acontece a comutação porque cria uma margem de proteção a esse ruído. A figura seguinte mostra a zona crítica em causa. A primeira onda representa uma sinusoide sem ruído aplicada na entrada do comparador. A segunda onda representa a mesma entrada com ruído de alta frequência.
Figura 12. Efeito do ruído no limiar de comutação.
A saída de um comparador normal apresentaria comutações devidas ao ruído na passagem por zero Volt. A utilização de um comparador Schmitt-trigger resolve este problema, dado que a comutação no sentido ascendente só acontece quando a tensão de entrada ultrapassa VTH, ou no sentido descendente quando a tensão de entrada for inferior a VTL. Ou seja, só há uma transição indesejada se o módulo do ruído for superior a VTH-VTL, esta diferença define a margem de ruído.
O dimensionamento da zona de histerese deve ter em conta a amplitude máxima de ruído previsível, pois uma margem muito alargada introduz um atraso considerável na comutação. Este atraso é devido ao facto de a comutação não se dar durante a passagem pela tensão de comparação, e é tanto maior quanto maiores forem as margens VTL e VTH .

Realimentação e estabilidade

Montagens realimentadas negativamente

A generalidade das montagens com AMPOPs estão dentro deste grupo, nomeadamente as montagens de ganho, filtros activos, somador, subtractor entre outros. Nestas montagens há uma realimentação entre a saída e o terminal negativo do AMPOP, tipicamente feita utilizando uma resistência. Este tipo de circuitos são estáveis e geralmente operam fora da região de saturação (i.e. na zona linear).

Montagens não realimentadas

Quando o AMPOP é usado numa montagem em que não há realimentação, tipicamente satura pelo que geralmente se reduz a um simples comparador. No entanto, existem diversas aplicações que utilizam comparadores, como por exemplo para na implementação de ADCs Flash onde são usados para comparar a tensão de entrada com um nível de referência.

Montagens realimentadas positivamente

As montagens em que os AMPOPs são realimentados positivamente, i.e. montagens em que há uma realimentação entre a saída e o terminal positivo do AMPOP, são geralmente instáveis. Nestas, o AMPOP opera nas zonas de saturação e, possivelmente, oscila. Os exemplos mais comuns de aplicações que tiram partido deste comportamento são os circuitos multivibradores, como o oscilador de Wien ou o aestável (ver osciladores).
Outro exemplo de realimentação positiva é o comparador Schmitt-triggered, apresentado anteriormente. Este circuito tem dois estados estáveis e uma zona de histerese sendo por vezes referido como circuito bi-estável.

Principais limitações dos amplificadores operacionais

Tensão de offset

Diferença de potencial aplicada à entrada do AMPOP (entre o terminal v+ e v-) de modo a obter uma tensão de saída igual a zero Volt. Esta não idealidade do AMPOP deve-se essencialmente ao desemparelhamento do par diferencial de entrada do AMPOP (ver como se faz um AMPOP).

Limitação de ganho

O valor do ganho estático (ganho à frequência zero, i.e. ganho DC) do AMPOP não é infinito, tipicamente varia entre 40 dB (100) e 100 dB (100000). O erro na tensão de saída associado a esta limitação é inversamente proporcional ao valor do ganho.

Largura de banda finita

A existência de capacidades parasitas nos terminais do AMPOP e nos seus nós internos faz com que, a partir de determinada frequência (representada na figura seguinte como fb, tipicamente entre 10kHz e 10MHz), o ganho do amplificador desça consideravelmente até que desce mesmo abaixo dos 0 dB. Define-se como largura de banda do AMPOP a frequencia à qual o ganho é unitário, ou seja 0 dB, na figura seguite corresponde à frequência ft .
Figura 13. Largura de banda e ganho estático do AMPOP.

Slew-rate

Esta é uma característica não linear do AMPOP que está relacionada com a corrente máxima que o AMPOP consegue fornecer na saída. Esta limitação traduz-se na existência de um máximo para a derivada da tensão de saída em ordem ao tempo, ou seja por um declive máximo da tensão de saída do AMPOP. Valores típicos são da ordem dos 10V/ms a 1000V/ms. A forma mais comum de medir a slew-rate é observando a resposta do AMPOP em montagem seguidora a um escalão unitário. A máxima derivada da tensão de saída – na figura assinalada como SR – corresponde à slew-rate.
Figura 14. Slew-rate de um AMPOP.

Impedância de saída

Apesar de ser desejável que os AMPOPs tenham baixa impedância de saída, isso implica um elevado consumo de potencia. Desta forma, geralmente são dimensionados de forma a chegar a um bom compromisso entre o valor da impedância de saída e o consumo. Sendo assim, os AMPOP comuns têm frequentemente impedâncias de saída relativamente elevadas (da ordem de 1kW a 100kW). A escolha do AMPOP correcto para cada aplicação deve ter em conta a impedância da carga que o AMPOP vai atacar, de forma a que a operação do AMPOP não seja prejudicada por uma impedância de carga demasiado baixa (quando comparada com a impedância de saída do AMPOP).

Efeito das limitações do AMPOP em circuitos práticos

Quando usados na construção de conversores, filtros activos, montagens de ganho, o efeito destas não idealidades, relativamente ao modelo ideal do AMPOP, é frequentemente determinante no desempenho destes sistemas. O efeito da tensão de offset e da limitação de ganho na generalidade das montagens realimentadas, faz‑se sentir num erro na tensão de saída da ordem de grandeza da tensão de offset (tipicamente entre 1mV e 100mV), e/ou da ordem de grandeza do inverso do ganho estático do AMPOP. Esta limitação determina frequentemente a resolução máxima que se pode obter (e.g. no caso dos conversores A/D ou D/A). Por sua vez, a limitação na largura de banda (e ocasionalmente a slew-rate) determinam a velocidade máxima de operação do AMPOP, i.e. a frequência máxima dos sinais de entrada e saída ou a velocidade de comutação do amplificador. Esta não idealidade determina geralmente a velocidade máxima na implementação de conversores A/D e D/A ou a frequência máxima de operação no caso de filtros activos e montagens de ganho.

Como se faz um AMPOP

Conceitos básicos

O AMPOP é um componente com duas entradas e uma saída. Idealmente, os terminais de entrada têm uma impedância muito elevada (geralmente pode considerar-se como infinita) semelhantes à impedância de entrada de um voltímetro. Esta característica torna-os escolhas obvias na construção de circuitos de interface, pois não alteram significativamente o funcionamento do circuito que estão a monitorizar. Geralmente as entradas do AMPOP são gates de transístores MOS, o que lhe confere correntes de entrada desprezáveis e impedâncias de entrada muito elevadas, que deste modo não carregam a saída do bloco precedente. O terminal de saída do AMPOP é desenhado de forma a poder facilmente fornecer corrente sendo tipicamente dimensionado de modo a conseguir atacar os andares seguintes com o menor dispendio de energia possível. A capacidade de fornecer corrente sem degradar os valores da tensão de saída traduz-se numa baixa impedância de saída.

O AMPOP em tecnologia bipolar

O AMPOP pode ser realizado em várias tecnologias e topologias. A topologia básica de um amplificador operacional de um andar, tal como é representado na seguinte figura, é a que deriva do par diferencial que é composto por dois transistores com os emissores ligados.
Figura 15. Par diferencial em
tecnologia bipolar.
Figura 16. Característica de corrente
de um par diferencial bipolar.
O seu funcionamento é bastante simples e consiste basicamente numa fonte de corrente constante I cuja corrente é conduzida para o ramo da direita ou para o ramo da esquerda em função da diferença de potencial entre cada uma das entradas vi+ e vi- e o nó comum aos transístores de entrada Q1 e Q2 . Para diferenças de tensão entre vi+ e vi- superiores 4VT (aproximadamente 100mV) a corrente tende quase totalmente para um dos lados, como se deduz da característica de corrente representada na figura anterior. Nesta figura o eixo vertical representa as correntes iC1 e iC2 normalizadas (i.e. divididas pelo valor máximo da corrente I) e o eixo horizontal representa a diferença de tensão vi+ -vi- dividida por VT.

O AMPOP em tecnologia MOS

O par diferencial em tecnologia MOS contém dois transistores NMOS com as sources ligadas em vez de TJBs mas pode ser analisado de forma semelhante, e apresenta uma característica identica.
Figura 17. Par diferencial em
tecnologia MOS.
Figura 18. Característica de corrente
de um par diferencial MOS.

Também neste caso o AMPOP é implementado utilizando uma fonte de corrente constante I cuja corrente é conduzida para um ou outro ramo consoante a diferença de potencial entre as entradas vi+ e vi- do par diferencial composto pelos transistores Q1 e Q2 . Para diferenças de tensão entre vi+ e vi- superiores à tensão de overdrive Vgs -Vt a corrente passa quase na totalidade pelo ramo cujo Vgs seja maior, tal como é visivel na característica de corrente representada na figura anterior. O eixo vertical representa as correntes iD1 e iD2 normalizadas e o eixo horizontal representa a tensão de entrada vi+ -vi- dividida pela tensão Vgs -Vt .

Carga activa ou carga passiva

Quer em tecnologia CMOS como em tecnologia bipolar, as resistências Rc são geralmente implementadas com componentes activos, nomeadamente por espelhos de corrente feitos com transistores PMOS ou transistores pnp respectivamente. Este tipo de configuração é geralmente referido como carga activa e é apresentado mais à frente. A configuração apresentada nos dois exemplos anteriores é uma carga passiva.

Tensão de saída

Analisemos agora a tensão de saída em qualquer dos circuitos apresentados. Para valores de vi+ muito superiores a vi- a junção de emissor/source do transístor Q2 está polarizada directamente pelo que este transístor está em condução - zona activa. Consequentemente, a junção de emissor/source do transistor Q1 está polarizada inversamente, pelo que o transístor Q1 está cortado. Assim a corrente passa (quase) totalmente pelo ramo da direita e portanto a queda de tensão na resistencia Rc é máxima e vo2 terá o seu valor mínimo (próximo da tensão de alimentação negativa). Por outro lado, a corrente no ramo da esquerda será quase nula e portanto vo1 será aproximadamente igual à tensão de alimentação positiva.
Reciprocamente, para valores de vi+ muito inferiores a vi- a junção de emissor/source do transístor Q1 está polarizada directamente pelo que este transístor está em condução, e a junção de emissor/source do transistor Q2 está polarizada inversamente, o transístor Q2 está portanto cortado. Assim a corrente passa (quase) totalmente pelo ramo da esquerda pelo que a queda de tensão na resistencia Rc é máxima e vo1 terá o seu valor mínimo (geralmente pode atingir valores próximos da tensão de alimentação negativa), enquanto que a corrente no ramo da direita será quase nula e portanto vo2 será aproximadamente igual à tensão de alimentação positiva.
Considerando a situação intermédia, em que o vi+ =vi- o circuito está em equilíbrio, e teoricamente a corrente fornecida pela fonte de corrente divide-se igualmente pelos dois ramos do circuito, que estão portanto ambos a conduzir. O circuito é tipicamente desenhado para que nesta situação as tensões vo1 e vo2 sejam ambas iguais a 0V. Estas três situações estão representadas nas características vo1(vi) e vo2(vi) que resumem o comportamento das tensões de saída num amplificador implementado em tecnologia bipolar ou em tecnologia MOS (em que se considera que vi = vi+ – vi-).
Figura 19. Características vo1(vi) e vo2(vi) de um amplificador em tecnologia bipolar.
Figura 20. Características vo1(vi) e vo2(vi) de um amplificador em tecnologia MOS.
Assim, facilmente se conclui que a saída vo1 pode ser usada como saída do AMPOP quer em tecnologia bipolar quer em tecnologia MOS. A saída vo2 tem o comportamento oposto – simétrico – ao da saída vo1 e pode ser aproveitada como saída negativa do AMPOP para realizar AMPOPs com saída diferencial.

AMPOPs com saída diferencial

Uma técnica muito utilizada é a de aproveitar a saída simétrica como uma segunda saída do AMPOP e considerar que a saída do AMPOP é diferencial, ou seja vo = vo1 – vo2. Esta técnica é frequentemente utilizada em filtros activos e tem diversas vantagens relativamente à utilização de apenas uma das saídas. A figura seguinte representa a função de vo(vi) que se obtem com esta configuração, tanto em tecnologia bipolar como em tecnologia MOS.

Figura 21. Característica vo(vi) de um AMPOP com saída diferencial em tecnologia bipolar.
Figura 22. Característica vo(vi) de um AMPOP com saída diferencial em tecnologia MOS.

AMPOP com carga activa em tecnologia bipolar

Um AMPOP de um andar em tecnologia bipolar com carga activa pode ser realizado utilizando como carga (em vez das resistências Rc) o espelho de corrente constituido pelos transistores Q3 eQ4, como se representa na figura seguinte.
Figura 23. Amplificador de um andar com carga activa em tecnologia bipolar.
Figura 24. Característica vo(vi) de um amplificador com carga activa em tecnologia bipolar.
A funcionalidade do AMPOP é semelhante à do mesmo circuito com carga passiva como se observa na característica vo(vi) apresentada. A corrente em cada ramo e o estado dos transistores do par diferencial de entrada têm um comportamento equivalente aos que foram apresentados anteriormente para o AMPOP com carga passiva.

AMPOP com carga activa em tecnologia MOS

O AMPOP de um andar com carga activa em tecnologia MOS é conceptualmente semelhante ao seu equivalente com carga passiva. O espelho de corrente formado pelos transistores Q3 e Q4substituí também neste caso as resistências Rc como se pode ver na seguinte figura.
Figura 25. Amplificador de um andar com carga activa em tecnologia MOS.
Figura 26. Característica vo(vi) de um amplificador com carga activa em tecnologia MOS.
A característica vo(vi) do AMPOP tem um comportamento semelhante à do circuito com carga passiva. As considerações feitas nos circuitos anteriores sobre a corrente e o estado dos transistores do par diferencial são igualmente válidas para este circuito.

AMPOP com par diferencial PMOS

Embora todos os AMPOPs apresentados até aqui sejam realizados à custa de um par diferencial npn ou NMOS, o mesmo tipo de comportamento pode ser conseguido a partir de um par diferencial pnp ou PMOS, que são aliás bastante mais comuns que os anteriores. Desta modo, a fonte de corrente está colocada no topo do circuito e a carga (passiva ou activa) está na parte inferior do circuito. Para facilitar a comparação apresenta-se o circuito dual do que foi apresentado na figura anterior, ou seja um amplificador de um andar com par diferencial PMOS e carga activa em tecnologia CMOS.
A corrente nos ramos do AMPOP divide-se de acordo com a polarização dos transistores Q1 e Q2 de uma forma recíproca à que foi analisada no caso anterior. De reparar também que a característica vo(vi) deste circuito é praticamente igual à do circuito anterior.
Figura 27. Amplificador de um andar
com par diferencial PMOS.
Figura 28. Característica vo(vi) de um amplificador com par diferencial PMOS.

AMPOP de dois andares

O facto de os AMPOPs com um andar apresentarem um ganho estático relativamente baixo leva a que frequentemente se opte por realizar AMPOPs de dois andares. Tipicamente isto é conseguido acrescentado uma montagem de emissor comum (transistor Q6) na saída de um AMPOP de um andar como pode ser observado no circuito seguinte. Os transistores Q8 , Q5 e Q7 são fontes de corrente que copiam a corrente de referencia Iref. A resistencia R e o condensador Cc (geralmente referidos como compensação de Miller) são utilizados para assegurar a estabilidade do AMPOP.
Figura 29. Amplificador de dois andares em tecnologia CMOS.

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